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¿nos ayudas? Março 14, 2008

Filed under: Rights — looking4good @ 4:44 pm
De nuevo Guillermo Vargas Habacuc…

El año pasado dejó morir de hambre y sed a un perro vagabundo dentro de un museo como si fuera no, diciendo que la inanición forzosa de un perro era una obra de arte. (¡por Dios!)Natividad, que así se llamaba el perro, murió ante muchos ojos (me niego a pensar que todo el mundo que lo viera allí atado supiera que lo dejaban morir como ‘arte’), nos enteramos demasiado tarde, pero protestamos.¿Y ahora qué ocurre?
La Bienal de Costa Rica ha invitado a éste… ‘señor’, y no sólo invitarle sino que le ha premiado. ¿volverá a matar? ya sabe de sobra que parte del mal llamado arte contemporáneo sin polémica no funciona, y eso debería darnos miedo a todos.
¿Qué podemos hacer?
Podemos VETARLE.Quedan Ocho meses a partir de hoy (se celebrará en Noviembre) hay más de 800.000 firmas sólo en una petición. Por ahí están circulando muchas más, y necesitamos más.
Si respetas el ARTE firma aquí, por favor.
http://www.petitiononline.com/13031953/

 

Todo o Dia é de Poesia mas hoje mais ainda pois no Brasil é o Dia Nacional da Poesia

Filed under: Dia,poesia — looking4good @ 2:27 am
Hoje é considerado o Dia Nacional da Poesia pois foi nesta data que nasceu o grande poeta brasileiro Castro Alves.

«António Frederico de CASTRO ALVES nasceu em Muritiba (BA) a 14 de Março de 1847 e morreu, tuberculoso, em São Salvador (BA) a 6 de Julho de 1871. Matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife (1864), donde transitou para a de São Paulo (1868). Em 1867, viveu uma ligação dramática com a actriz portuguesa Eugénia Câmara, verificando-se o rompimento no ano seguinte. Um acidente de caça provocou-lhe a amputação de um pé. Em 1868, contraiu uma lesão pulmonar e, em 1869, regressou a Salvador da Bahia. Republicano e abolicionista, a sua poesia, que acusa influências de Lord Byron e Victor Hugo, é social e humanitária e o seu tom declamatório e teatral, histriónico e altissonante, fez dele o poeta nacional»*.

De Castro Alves já divulgámos aqui neste blog Boa Noite e O Adeus de Teresa

Hoje deixamos os nossos leitores com dois sonetos de dois autores um português e outro brasileiro cujas vidas também tiveram a ver com este dia. Tarde de João José Cochofel, poeta português, falecido faz hoje 26 anos e um outro da autoria de João José de Amaral, nascido em 14 de Março de 1812, no Rio de Janeiro e cujo primeiro verso é Tristezas de minha alma tão sentidas…

Tenha um dia poético, não esquecendo que todo o dia é de poesia, mas hoje ainda é mais!…

*Nota biobliográfica de Castro Alves extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).

 

Tarde – João José Cochofel

Filed under: João José Cochofel,poesia — looking4good @ 1:47 am


Teus olhos húmidos eram lagos
em que nosso desejo se mirava.
Tua boca entreaberta era a mensagem
do teu corpo moço que se dava.

Teu hálito quente
embrulhado de desejo
vinha de não sei lá que profundezas
em que de amor tuas entranhas se abrasavam.

E havia, amor, a envolver-nos,
essa solidão enorme
entre pinheiros, céu e terra quente
da tarde que dorme …

João José de Melo Cochofel Aires de Campos (n. Coimbra, 17 Jul 1919, m. Lisboa a 14 Mar 1982)

Ler do mesmo autor:
Sensibilidade
Os Dias Íntimos

 

Tarde – João José Cochofel

Filed under: João José Cochofel,poesia — looking4good @ 1:47 am


Teus olhos húmidos eram lagos
em que nosso desejo se mirava.
Tua boca entreaberta era a mensagem
do teu corpo moço que se dava.

Teu hálito quente
embrulhado de desejo
vinha de não sei lá que profundezas
em que de amor tuas entranhas se abrasavam.

E havia, amor, a envolver-nos,
essa solidão enorme
entre pinheiros, céu e terra quente
da tarde que dorme …

João José de Melo Cochofel Aires de Campos (n. Coimbra, 17 Jul 1919, m. Lisboa a 14 Mar 1982)

Ler do mesmo autor:
Sensibilidade
Os Dias Íntimos

 

Tarde – João José Cochofel

Filed under: João José Cochofel,poesia — looking4good @ 1:47 am


Teus olhos húmidos eram lagos
em que nosso desejo se mirava.
Tua boca entreaberta era a mensagem
do teu corpo moço que se dava.

Teu hálito quente
embrulhado de desejo
vinha de não sei lá que profundezas
em que de amor tuas entranhas se abrasavam.

E havia, amor, a envolver-nos,
essa solidão enorme
entre pinheiros, céu e terra quente
da tarde que dorme …

João José de Melo Cochofel Aires de Campos (n. Coimbra, 17 Jul 1919, m. Lisboa a 14 Mar 1982)

Ler do mesmo autor:
Sensibilidade
Os Dias Íntimos

 

Tristezas de minha alma tão sentidas… – José Maria do Amaral

Filed under: José Maria do Amaral,poesia — looking4good @ 1:38 am

Tristezas de minha alma tão sentidas,
Que sois doces memórias do passado,
Do tempo já vivido, e tão lembrado,
Ainda me dais as horas já perdidas!

Horas de tanto bem, tão bem vividas,
Quando vivi feliz e descuidado,
Sejam ao coração desenganado
Sonhos que enganem dores tão gemidas

Tem hoje o meu viver tal agonia,
Que é doçura a tristeza da saudade,
E a saudade do tempo é poesia.

Flores da quadra sois da mocidade,
Minha velhice em vós se refugia,
Tristezas de minha alma em soledade…

José Maria do Amaral (n. no Rio de Janeiro a 14 de Março de 1812; m. Niterói, 23 de Setembro de 1885)

 

Tristezas de minha alma tão sentidas… – José Maria do Amaral

Filed under: José Maria do Amaral,poesia — looking4good @ 1:38 am

Tristezas de minha alma tão sentidas,
Que sois doces memórias do passado,
Do tempo já vivido, e tão lembrado,
Ainda me dais as horas já perdidas!

Horas de tanto bem, tão bem vividas,
Quando vivi feliz e descuidado,
Sejam ao coração desenganado
Sonhos que enganem dores tão gemidas

Tem hoje o meu viver tal agonia,
Que é doçura a tristeza da saudade,
E a saudade do tempo é poesia.

Flores da quadra sois da mocidade,
Minha velhice em vós se refugia,
Tristezas de minha alma em soledade…

José Maria do Amaral (n. o Rio de Janeiro a 14 de Março de 1812; m. Niterói, 23 de Setembro de 1885)