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Musical suggestion of the day: Carlos do Carmo ganha prémio Goya Fevereiro 5, 2008

Filed under: Carlos do Carmo,Fado,Musica — looking4good @ 4:43 am
O Fado da Saudade interpretado por Carlos do Carmo no último filme Fados, de Carlos Saura, ganhou o prémio Goya para melhor canção original.

O poema é da autoria de Fernando Pinto Amaral. Os Prémios Goya são uma espécie de Oscares do cinema espanhol e foram atribuídos no passado domingo à noite no Palácio dos Congressos em Madrid.

Fica então aqui o «Fado da Saudade» e Carlos do Carmo como sugestão musical do dia.
 

Sol entre Nuvens – Simões Dias

Filed under: poesia,Simões Dias — looking4good @ 3:08 am
Barco (foto tirada daqui)
Se ‘inda te apraz ouvir falar de um morto,
que em vida foi do amor favorecido,
verás nos versos meus o desconforto
de um ânimo à desgraça enfim rendido!

Barco sem leme, sem farol, sem porto,
de mil contrárias ondas combatido,
tal me tem sido a vida que hei vivido,
no escuro isolamento do meu horto.

Hoje, que morto estou para a alegria
que nesse teu sereno e brando olhar
em tempos mais ditosos me sorria,

‘inda uma crença faz meu peito arfar:
é supor que os teus olhos, algum dia,
sobre estes versos meus hão-de chorar!

José Simões Dias nasceu em Benfeita (concelho de Arganil) a 5 de Fevereiro de 1844 e morreu em Lisboa a 3 de Março de 1899. Concluído o bacharelato em Teologia pela universidade de Coimbra (1868), renunciou à via eclesiástica e optou pelo magistério. Além de professor do ensino secundário, foi jornalista e deputado. Contista e poeta neo-romântico, os seus versos têm um cariz popular, bem-humorado e até, por vezes, brejeiro, situando-se à beira da transição para o Realismo e Parnasianismo. O seu soneto foi extraído do vol. «As Peninsulares» (1870; ed. definitiva, 1876).

(Soneto e nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).
 

Sol entre Nuvens – Simões Dias

Filed under: poesia,Simões Dias — looking4good @ 3:08 am
Barco (foto tirada daqui)
Se ‘inda te apraz ouvir falar de um morto,
que em vida foi do amor favorecido,
verás nos versos meus o desconforto
de um ânimo à desgraça enfim rendido!

Barco sem leme, sem farol, sem porto,
de mil contrárias ondas combatido,
tal me tem sido a vida que hei vivido,
no escuro isolamento do meu horto.

Hoje, que morto estou para a alegria
que nesse teu sereno e brando olhar
em tempos mais ditosos me sorria,

‘inda uma crença faz meu peito arfar:
é supor que os teus olhos, algum dia,
sobre estes versos meus hão-de chorar!

José Simões Dias nasceu em Benfeita (concelho de Arganil) a 5 de Fevereiro de 1844 e morreu em Lisboa a 3 de Março de 1899. Concluído o bacharelato em Teologia pela universidade de Coimbra (1868), renunciou à via eclesiástica e optou pelo magistério. Além de professor do ensino secundário, foi jornalista e deputado. Contista e poeta neo-romântico, os seus versos têm um cariz popular, bem-humorado e até, por vezes, brejeiro, situando-se à beira da transição para o Realismo e Parnasianismo. O seu soneto foi extraído do vol. «As Peninsulares» (1870; ed. definitiva, 1876).

(Soneto e nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).
 

Sol entre Nuvens – Simões Dias

Filed under: poesia,Simões Dias — looking4good @ 3:08 am
Barco (foto tirada daqui)
Se ‘inda te apraz ouvir falar de um morto,
que em vida foi do amor favorecido,
verás nos versos meus o desconforto
de um ânimo à desgraça enfim rendido!

Barco sem leme, sem farol, sem porto,
de mil contrárias ondas combatido,
tal me tem sido a vida que hei vivido,
no escuro isolamento do meu horto.

Hoje, que morto estou para a alegria
que nesse teu sereno e brando olhar
em tempos mais ditosos me sorria,

‘inda uma crença faz meu peito arfar:
é supor que os teus olhos, algum dia,
sobre estes versos meus hão-de chorar!

José Simões Dias nasceu em Benfeita (concelho de Arganil) a 5 de Fevereiro de 1844 e morreu em Lisboa a 3 de Março de 1899. Concluído o bacharelato em Teologia pela universidade de Coimbra (1868), renunciou à via eclesiástica e optou pelo magistério. Além de professor do ensino secundário, foi jornalista e deputado. Contista e poeta neo-romântico, os seus versos têm um cariz popular, bem-humorado e até, por vezes, brejeiro, situando-se à beira da transição para o Realismo e Parnasianismo. O seu soneto foi extraído do vol. «As Peninsulares» (1870; ed. definitiva, 1876).

(Soneto e nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).
 

Sol entre Nuvens – Simões Dias

Filed under: poesia,Simões Dias — looking4good @ 3:08 am
Barco (foto tirada daqui)
Se ‘inda te apraz ouvir falar de um morto,
que em vida foi do amor favorecido,
verás nos versos meus o desconforto
de um ânimo à desgraça enfim rendido!

Barco sem leme, sem farol, sem porto,
de mil contrárias ondas combatido,
tal me tem sido a vida que hei vivido,
no escuro isolamento do meu horto.

Hoje, que morto estou para a alegria
que nesse teu sereno e brando olhar
em tempos mais ditosos me sorria,

‘inda uma crença faz meu peito arfar:
é supor que os teus olhos, algum dia,
sobre estes versos meus hão-de chorar!

José Simões Dias nasceu em Benfeita (concelho de Arganil) a 5 de Fevereiro de 1844 e morreu em Lisboa a 3 de Março de 1899. Concluído o bacharelato em Teologia pela universidade de Coimbra (1868), renunciou à via eclesiástica e optou pelo magistério. Além de professor do ensino secundário, foi jornalista e deputado. Contista e poeta neo-romântico, os seus versos têm um cariz popular, bem-humorado e até, por vezes, brejeiro, situando-se à beira da transição para o Realismo e Parnasianismo. O seu soneto foi extraído do vol. «As Peninsulares» (1870; ed. definitiva, 1876).

(Soneto e nota biobliográfica extraída de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004).
 

Se, jie / Lust, Caution / Sedução, Conspiração – Angie Lee

Filed under: cinema — looking4good @ 1:38 am
Se, jie (2007)

Lust Caution is the new film from Ang Lee, the Academy Award-winning director of Brokeback Mountain and Crouching Tiger, Hidden Dragon. It is based on the short story by Chinese author Eileen Chang, and stars Asian cinema icon Tony Leung with the screen newcomer Tang Wei.

In Shanghai, 1942, during The Second World War, Japanese occupies China. A young Chinese student girl left behind by father and finds herself, in amongst a group of students, an objective: to kill an important politician who is colaborating with Japanese occupiers. The plan fails.

Three years later the plan is revalidated. The politician is now an important Minister and Wong Chia Chi (Tang Wei) enters into resistence. Well after that the emotions, sex and diamonds make enough pressure to affect both principal characters. Lust, Caution is a tale of two lonely people, forced by circumstances to do what they have to. The weaker one fails …

Nowadays there aren’t movies with happy ends?

 

Se, jie / Lust, Caution / Sedução, Conspiração – Angie Lee

Filed under: cinema — looking4good @ 1:38 am
Se, jie (2007)

Lust Caution is the new film from Ang Lee, the Academy Award-winning director of Brokeback Mountain and Crouching Tiger, Hidden Dragon. It is based on the short story by Chinese author Eileen Chang, and stars Asian cinema icon Tony Leung with the screen newcomer Tang Wei.

In Shanghai, 1942, during The Second World War, Japanese occupies China. A young Chinese student girl left behind by father and finds herself, in amongst a group of students, an objective: to kill an important politician who is colaborating with Japanese occupiers. The plan fails.

Three years later the plan is revalidated. The politician is now an important Minister and Wong Chia Chi (Tang Wei) enters into resistence. Well after that the emotions, sex and diamonds make enough pressure to affect both principal characters. Lust, Caution is a tale of two lonely people, forced by circumstances to do what they have to. The weaker one fails …

Nowadays there aren’t movies with happy ends?