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Agora! – João de Deus Janeiro 11, 2008

Filed under: João de Deus,poesia — looking4good @ 8:53 pm
Beautiful face

A luz que dá o teu rosto
É a luz da madrugada,
Mas vi-a quase ao sol posto
De uma vida amargurada…
Tão tarde vi o teu rosto!

Oh! Se na manhã da vida
Me raia logo essa aurora,
Quando folha e flor caída
me embelezara inda agora
O triste arbusto da vida!

Mas andei sempre às escuras…
Por onde nem se lobriga
Luz de estrelas nas alturas,
Quanto mais em face amiga…
Eu andei sempre às escuras!

E agora vendo a beleza
Dessa luz que me alumia,
Não sei se minha tristeza
É mais do que a minha alegria…
Vendo agora essa beleza!

João de Deus Ramos (n. em S. Bartolomeu de Messines a 8 Mar 1830; m. em Lisboa a 11 Jan. 1896).

Recomandamos do mesmo autor:
A Cigarra e a Formiga
A vida

 

Agora! – João de Deus

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Beautiful face

A luz que dá o teu rosto
É a luz da madrugada,
Mas vi-a quase ao sol posto
De uma vida amargurada…
Tão tarde vi o teu rosto!

Oh! Se na manhã da vida
Me raia logo essa aurora,
Quando folha e flor caída
me embelezara inda agora
O triste arbusto da vida!

Mas andei sempre às escuras…
Por onde nem se lobriga
Luz de estrelas nas alturas,
Quanto mais em face amiga…
Eu andei sempre às escuras!

E agora vendo a beleza
Dessa luz que me alumia,
Não sei se minha tristeza
É mais do que a minha alegria…
Vendo agora essa beleza!

João de Deus Ramos (n. em S. Bartolomeu de Messines a 8 Mar 1830; m. em Lisboa a 11 Jan. 1896).

Recomandamos do mesmo autor:
A Cigarra e a Formiga
A vida

 

Agora! – João de Deus

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Beautiful face

A luz que dá o teu rosto
É a luz da madrugada,
Mas vi-a quase ao sol posto
De uma vida amargurada…
Tão tarde vi o teu rosto!

Oh! Se na manhã da vida
Me raia logo essa aurora,
Quando folha e flor caída
me embelezara inda agora
O triste arbusto da vida!

Mas andei sempre às escuras…
Por onde nem se lobriga
Luz de estrelas nas alturas,
Quanto mais em face amiga…
Eu andei sempre às escuras!

E agora vendo a beleza
Dessa luz que me alumia,
Não sei se minha tristeza
É mais do que a minha alegria…
Vendo agora essa beleza!

João de Deus Ramos (n. em S. Bartolomeu de Messines a 8 Mar 1830; m. em Lisboa a 11 Jan. 1896).

Recomandamos do mesmo autor:
A Cigarra e a Formiga
A vida

 

Agora! – João de Deus

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Beautiful face

A luz que dá o teu rosto
É a luz da madrugada,
Mas vi-a quase ao sol posto
De uma vida amargurada…
Tão tarde vi o teu rosto!

Oh! Se na manhã da vida
Me raia logo essa aurora,
Quando folha e flor caída
me embelezara inda agora
O triste arbusto da vida!

Mas andei sempre às escuras…
Por onde nem se lobriga
Luz de estrelas nas alturas,
Quanto mais em face amiga…
Eu andei sempre às escuras!

E agora vendo a beleza
Dessa luz que me alumia,
Não sei se minha tristeza
É mais do que a minha alegria…
Vendo agora essa beleza!

João de Deus Ramos (n. em S. Bartolomeu de Messines a 8 Mar 1830; m. em Lisboa a 11 Jan. 1896).

Recomandamos do mesmo autor:
A Cigarra e a Formiga
A vida

 

Nihil – Pereira da Silva

Filed under: Pereira da Silva,poesia — looking4good @ 1:40 am
No aniversário da morte do poeta:
Dia parado entre nevoento e enxuto.
A natureza como semimorta.
Quanto aos vencidos, Musa, desconforta
esta infinita sugestão de luto!

Quanto a mim, de minuto por minuto,
ouço alguém… Alguém bate à minha porta…
Quem é? Quem sabe? Uma saudade morta,
cousas tão d’alma que eu somente escuto.

Nesta indecisa solidão sombria,
sem cor, sem som, meio entre a noite e o dia,
com que a morte a tudo, a tudo assiste…

como que pela Terra desolada,
a consciência universal do Nada
deixa um silêncio cada vez mais triste…

António Joaquim PEREIRA DA SILVA

Nasceu em Araruna (PB) a 7 de Novembro de 1876 e faleceu no Rio de Janeiro a 11 de Janeiro de 1944. Estudou na Escola Militar da Praia Vermelha (RJ), donde foi transferido para o Paraná. Aqui, ligou-se aos simbolistas. Depois, no Rio, dedicou-se ao jornalismo e formou-se em Direito. De regresso ao Paraná, foi promotor público. Novamente no Rio, tornou-se funcionário da Estrada de Ferro Central do Brasil. A sua poesia evidencia pessimismo, tristeza, solidão, nostalgia, mágoa, desencanto, dor e morte. A sua principal obra é a «Senhora da Melancolia» (1928).

Poema e nota bibliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado – Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria É a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.
 

On this day in History – Jan. 11

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 1:23 am
 

On this day in History – Jan. 11

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