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Desafio cinéfilo Dezembro 22, 2007

Filed under: blogs,cinema — looking4good @ 6:56 pm
A Minha Matilde & Ca. deixou-me um interessante desafio sobre a selecção do Top 5 de filmes. Um número tão restrito torna o desafio muito difícil. Aqui já indicámos até os The 20 best movies of all time. Pois vamos então, partindo dessa lista, seleccionar cinco filmes que por um ou outro aspecto, pela fase da vida em que nos encontrávamos quando o vimos, por maior sensibilidade do momento, por uma cena marcante, enfim, marcaram a nossa existência.

Quero dizer que o Miguel nos cinco filmes que escolheu tem dois que fazem parte da nossa lista de Top 20. Veremos se fará parte do Top 5.

Então aí vão os 5:
Casablanca pois claro. Sempre! Humphrey Bogart e Ingrid Bertgman no inesquecível filme de Michael Curtiz. Casablanca até é uma etiqueta (tag) no «sidebar» deste blog. Também inesquecível pela música As Time Goes By. Quem pode ficar indiferente? Vejam só:

Les uns et les Autres – Claude Lelouch 1981 – Um filme que é a vida. A vida que é um filme. O amor, a família, os encontros e as separações, a guerra. A música. Impressionante e inesquecível o princípio do filme com Jorge Donn a dançar o Bolero de Ravel. Lembro-me de ter comprado a banda sonora do filme em disco e acompanhou-me durante anos. Soberba interpretação também de Geraldine Chaplin. Ainda tenho arrepios ao pensar no filme…

.

Coming Home (O Regresso dos Heróis) – 1978 – Hal Ashby – Sobre o tema da Guerra do Vietname este filme não atingiu a expressão mediática do que se lhe seguiu «The Deer Hunter» (O Caçador). No entanto, ficou marcado pelos protestos contra a guerra e pelo drama dos regressados de guerra com marcas físicas e mentais. Absolutamente imemorável a cena de amor protagonizada por Jon Voight no papel de um tetraplégico. Sublime e inesquecível.

End scene of Coming Home

Pois bem do Top 5 vão fazer mesmo parte La Vida é Bella (1997)- um filme com uma primeira parte que parece um filme de humor e uma segunda parte em que a guerra é transformada num jogo. Quantas vezes inventamos coisas para nos preservar da realidade? Um filme magnífico com o tão «estabalhoado» quanto sensacional Roberto Benigni, que é também o realizador. Segue o extracto da cena da chegada do prémio para o vencedor do jogo da guerra!

e Nuovo Cinema Paradiso (1988) Giuseppe Tornatore – Não tive oportunidade de ver este filme no cinema; apenas na TV. Ainda assim, é sensacional. E é curiosmente o segundo filme italiano da lista. Deixa-nos com bons sentimentos. Como as pequenas coisas da vida ainda podem ser as mais importantes.

Cena da parte inicial do filme

Para quem ainda tem que fazer alguma compra de Natal pois por que não adquirir em DVD qualquer um destes filmes e vê-lo reunido em família na tarde do dia de Natal?

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Musical Suggestion of the Day – Camané

Filed under: Camane,Fado,Music,Musica — looking4good @ 6:46 pm

Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos Duarte [Camané] nasceu em Oeiras em 22 de Dezembro de 1967.

Quadras

Ela tinha uma amiga

 

de ir solo

Filed under: poetry — looking4good @ 5:22 am

no puedo decir que el silencio,
es lo mismo cada dia,
porque parece diferente,
aunque tienen ese sabor a melancolia,
cuando nadie la escucha,
y se trata de meter dentro de lo que encuentre cerca,
se siente en las letras,
y la siento fuera,
es como verla como espectador,
y ya no ser el protagonista,
las letras cambian,
y me muevo constantemente,
ya no voy solo,
creo que eso fue,
lo que dejo a la melancolia,
pidiendo limosna,
a la par de la almohada.

 

Fado português – José Régio

Filed under: José Régio,poesia — looking4good @ 5:01 am
Veleiro

O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

José Régio (n. Vila do Conde 17 Set 1901; m. 22 Dez 1969 )

Ler do mesmo autor neste blog:
 

Fado português – José Régio

Filed under: José Régio,poesia — looking4good @ 5:01 am
Veleiro

O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

José Régio (n. Vila do Conde 17 Set 1901; m. 22 Dez 1969 )

Ler do mesmo autor neste blog:
 

Fado português – José Régio

Filed under: José Régio,poesia — looking4good @ 5:01 am
Veleiro

O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

José Régio (n. Vila do Conde 17 Set 1901; m. 22 Dez 1969 )

Ler do mesmo autor neste blog:
 

Fado português – José Régio

Filed under: José Régio,poesia — looking4good @ 5:01 am
Veleiro

O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Ai, que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

José Régio (n. Vila do Conde 17 Set 1901; m. 22 Dez 1969 )

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