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FIFA U-20 World Cup (X): Triste figura do futebol português … Julho 13, 2007

Filed under: FIFA U 20 World Cup,Futebol,selecção de Portugal — looking4good @ 7:02 pm
Acompanhámos (e iremos continuar a acompanhar), como não podia deixar de si, à custa de algumas horas de sono, o Campeonato do Mundo de Sub 20 em futebol que se disputa no Canadá e em especial a selecção portuguesa.

Foi frustrante o desempenho e o comportamento da selecção. Quatro jogos cifraram-se em uma vitória e três derrotas, quatro golos marcados e quatro golos sofridos. Terceiro classificado num grupo bem acessível de quatro equipas e eliminação frente ao Chile que está longe de ser uma potencia futebolística.

No primeiro jogo defrontámos a equipa da Nova Zelandia que nas apostas foi colocada em 24º. lugar das 24 equipas, ou seja a última. Portanto, em princípio a equipa mais fraca da prova. Dominámos o jogo ganhámos por 2-0, mas já aí as dificuldades sentidas na concretização e especialmente os erros clamorosos da defesa nos últimos minutos que fizeram com que os neozelandeses acabassem o jogo com quase tantas oportunidades de golo que nós, não nos transmitiam a confiança que se pedia.

No segundo jogo deparava-se uma equipa forte apontada como uma das favoritas do torneio. Confesso que foi o jogo em que, na minha opinião, Portugal esteve melhor. Isto porque efectivamente o México colocou-nos dificuldades mas Portugal jogou taco-a-taco e reagiu bem ao atraso no marcador acabando por perder tangencialmente.

O jogo com a Gâmbia até começou bem para nós que nos colocamos a ganhar. Mas não se percebeu a revolução feita na equipa por Couceiro com resultados desastrosos. Portugal não só não soube conservar a vantagem como fez um jogo muito pobre, tendo na segunda parte sido superado por uma Gambia que até jogava com menos um jogador.

Repescados à custa do triunfo frente à (teoricamente) pior equipa do torneio fomos jogar com o Chile que tinha ganho um grupo também aparentemente não muito forte: Chile, Austria, Congo e Canadá.

Foi um desastre em termos de comportamento aos diversos níveis. Uma primeira parte em que Portugal foi dominado como não víamos há vários anos seja em que escalão fôr. O Chile podia estar a vencer ao intervalo por 4 ou 5 golos não fosse o desacerto dos chilenos no remate final e o nosso guarda-redes Rui Patrício que foi o melhor jogador da selecção. Sentia-se que o barco estava a afundar e Couceiro no banco nada fazia. Mano já com amarelo era um buraco no lado direito defensivo. O meio-campo se já tinha dificuldades em defender … então quanto a organizar jogo … foi um zero absoluto. Os avançados lá na frente quantas vezes tocaram na bola? Uma total desorganização colectiva.

Na segunda parte com o adiantamento de Antunes pela esquerda e a entrada de Guedes, Portugal melhorou um pouco e jogou mais no meio campo chileno (porque estes também o consentiram) mas fazer o primeiro remate à baliza (por sinal de longe e à figura do guarda-redes) ao minuto 80 é inconcebível.

Para as coisas terminarem ainda pior, veio uma demonstração da falta de preparação (aos diversos núveis físico, tactico e psicológico) da equipa portuguesa. Uma falta banal sobre Fábio Coentrão ( sempre a protestar, a cair por tudo e por nada … e sempre muito individualista) não foi bem aceite por este e veio a gerar uma grande confusão: Mano empurrou um chileno, o árbitro naturalmente foi buscar ao bolso o cartão para exibir o vermelho, Fábio Coentrão puxa o braço do árbitro, Zequinha tira o cartão da mão do árbitro e o que estavam à espera?

Não se percebe como Zequinha sai a chorar como um bébé cheio de fome! Foi muito brm expulso.

Este campeonato foi uma gritante demonstração da falta de competitividade do futebol português. Os jogadores são mimados, são vistos como sendo uns astros, não lhes é incutido rigôr (os penalties – dois- cometidos pelo nosso central são prova disso), estão sempre a atirar-se para o chão por tudo e por nada, reclamam constantemente com as decisões dos árbitros e não sabem perder…

Os maiores culpados não são os jogadores … não. O que se demonstrou foi toda a incapacidade de uma organização. Pois é, não temos Carlos Queiroz como responsável. O treinador fala bem … mas quanto a treinar e a preparar a equipa ? Ou é do árbitro, ou é do relvado que é artificial, ou ou é do adversário, ou é do tempo, ou do azar, ou é do horário, ou é do cu … ou é das calças.

Temo que estamos a voltar à epoca das vitórias morais. Ainda por cima não basta os revezes desportivos, temos um comportamento social lamentável: expulsões, queixinhas, etc… Depois ainda desejam benevolencia dos árbitros. E não nos digam que este campeonato foi um caso isolado. Já no Euro Sub 23 Portugal foi eliminado dos Jogos Olímpicos, Portugal queixou-se de tudo … menos da sua incapacidade de jogar bem.

E há dois anos na prova organizada em Portugal também foi o fiasco.

E a Federação? Já tirou alguma conclusão quanto aos fracassos consecutivos de José Couceiro?

Vem aí o Euro Sub 19. Esperemos que Portugal tenha melhores resultados nos jogos, mas por favor mesmo que perquem não tenham este comportamento lamentável.

O vídeo da vergonha aqui

 

War, what is it good for?

Filed under: peace,Political — looking4good @ 2:21 pm

Sharm has asked me to put up a post regarding my feelings (as an American) on war: the War in Iraq, the War in Afghanistan, the War on Terror…I guess all of it. Let me be clear here, I’m a Canadian living in the United States. My husband is American, my father is American, but I am not, so I don’t know that I can speak for all of the people in the United States on this topic, but I’ll try.

To put it bluntly, war sucks. War is stupid, and I wish we never had to go to war for any reason. When 9-11 happened, I was on the air, doing my job on the radio. It was horrible. It was more horrible to watch people in other countries celebrating the deaths of so many civilians, cheering when the World Trade Center towers fell. I went home and cried for the rest of the day, knowing that things were going to change.

Now, I’m not going to get into all of the conspiracy theories floating around out there about who was responsible for that act of terror. Al Quaeda took responsibility for it, and I’m inclined to believe them. It’s an Occam’s Razor kind of thing (click on the link for more info on that). Suffice it to say, a lot of people were angry that day. And when something bad happens, your first reaction is to punish someone for it. I understood why the US chose to go to Afghanistan and try to find Osama Bin Laden. I don’t understand why we went to Iraq, and I never will. The invasion was based on faulty intelligence, and perhaps a need for the current government to prove to the American people that they were taking this “War on Terror” thing seriously and were doing something. I didn’t agree with the invasion then, and I don’t now. Many Americans don’t. But we also don’t hate the troops who were sent over there, either. I can not hate a man who is doing what he is told is his duty to his country.

I’ll never be able to convince many of you that there are things about the United States worthy of admiration. We’re generally good people. We have families, some of us are God-fearing, we go to work, we fall in love, we live our lives just like you do. Most of us don’t have a personal grudge against other people in this world. Yeah, there are idiots who do. Idiots who use their faith to justify their hate, but I’d wager there’s quite a few of those floating around this world, not just in the United States.

I think the best thing about the United States is that even though we don’t always agree, we’re always free to do just that. With few exceptions, we are free to hold an opinion contrary to whatever the accepted line coming out of the government is. If any of you have paid attention to our newscasts, you’ll know that most Americans seem disillusioned with the war in Iraq. We’re not sure why we’re there, we’re not sure exactly what we’re fighting for anymore, but we believe we have a duty to fix what we’ve broken.

Very few of us like seeing civilians killed. War, is unfortunately, all about that, though. I can’t help but chuckle bitterly when I see people who justify blowing up a marketplace and killing children in the name of their cause, but at the same time denounce a military who also kill civilians in the midst of fighting back. It’s a no-win situation. And I fear that neither side will put down their weapons, be they bomb belts or guns, until there’s no one left on either side to hold a weapon.

 

Na noite terrível, substância natural de todas as noites – Álvaro de Campos

Filed under: Alvaro de Campos,Fernando Pessoa,poesia — looking4good @ 12:41 pm

Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insónia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incómoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo.
O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.

Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver …

Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.

Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida…
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem sperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,

Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p’ra mim.

Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Fernando Pessoa

in Poesias de Álvaro de Campos, Livros de Bolsa Europa-América

 

Citação do Dia – Luanda

Filed under: Actualidade,Citação do dia — looking4good @ 12:23 pm
foto: Luanda

«Luanda foi desenhada para 500 mil pessoas. Tem hoje mais de cinco milhões. Nada flui. Só os mil esquemas que a rua oferece. Aliás, vende. Nada é de graça. Tudo se se paga. Tudo falta. Tudo se arranja. Só os limitados conhecem como são duros os limites. E guardam isso para eles, como se guardassem um segredo»
(in revista Única, Expresso, 13 de Julho de 2007 )
 

Citação do Dia – Luanda

Filed under: Actualidade,Citação do dia — looking4good @ 12:23 pm
foto: Luanda

«Luanda foi desenhada para 500 mil pessoas. Tem hoje mais de cinco milhões. Nada flui. Só os mil esquemas que a rua oferece. Aliás, vende. Nada é de graça. Tudo se se paga. Tudo falta. Tudo se arranja. Só os limitados conhecem como são duros os limites. E guardam isso para eles, como se guardassem um segredo»
(in revista Única, Expresso, 13 de Julho de 2007 )
 

Citação do Dia – Luanda

Filed under: Actualidade,Citação do dia — looking4good @ 12:23 pm
foto: Luanda

«Luanda foi desenhada para 500 mil pessoas. Tem hoje mais de cinco milhões. Nada flui. Só os mil esquemas que a rua oferece. Aliás, vende. Nada é de graça. Tudo se se paga. Tudo falta. Tudo se arranja. Só os limitados conhecem como são duros os limites. E guardam isso para eles, como se guardassem um segredo»
(in revista Única, Expresso, 13 de Julho de 2007 )
 

Compay Segundo died four years ago

Filed under: Music,Musica — looking4good @ 6:31 am

Compay Segundo [Máximo Francisco Repilado Muñoz] died on July 13, 2003 ( b. on August 6, 1895 ). Let’s remember his unforgettable music.

Es Mejor Vivir Asi (L’Olympia – 1999)

Para Vivo me Voy (L’Olympia – 1999)