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O Zé Povinho tem 122 anos ou é figura do presente? Junho 12, 2007

Filed under: impostos — looking4good @ 6:35 pm

O Zé Povinho é uma personagem de crítica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro.

E hoje faz anos. Pois é verdade. Apareceu pela primeira vez a 12 de Junho de 1875, no 5º exemplar d’A Lanterna Mágica « num desenho alusivo aos impostos onde representa Fontes Pereira de Melo vestido de Stº António com o “menino” D. Luís I ao colo, enquanto Serpa Pimentel (Ministro da Fazenda) sacava o dinheiro do Zé que permanecia boquiaberto a coçar a cabeça vestido com um fato rural gasto e roto. Ao lado, o comandante da Guarda Municipal, observa de chicote na mão, para prevenir uma eventual resistência».

Passados mais de 120 anos nem sequer se pense que as coisas mudaram muito significativamente. Os impostos continuam a aumentar (e as contrapartidas sociais do Estado a diminuirem). Consta que o trabalho desenvolvido até meados de Maio vai para os impostos (vidé Dia da Libertação dos Impostos – estudo da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa). e que só a partir daí as pessoas trabalham para si. E nem sequer se admirem que mais do que o primeiro terço do ano seja para o Estado e só depois é que se trabalha para nós. É que também cada vez mais se paga os impostos adiantadamente!

É o PEC (pagamento especial por conta) que muitas vezes nem dá para deduzir ou reembolsar, é agora o IVA na construção civil (com os espanhóis a esfregar os olhos de admiração e a rirem-se de contentamento!…). O Estado arrecada e só depois (quando?) reembolsa…

E já o próprio Rafael Bordalo Pinheiro dizia «O Zé Povinho olha para um lado e para o outro e… fica como sempre… na mesma».
 

O Zé Povinho tem 122 anos ou é figura do presente?

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O Zé Povinho é uma personagem de crítica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro.

E hoje faz anos. Pois é verdade. Apareceu pela primeira vez a 12 de Junho de 1875, no 5º exemplar d’A Lanterna Mágica « num desenho alusivo aos impostos onde representa Fontes Pereira de Melo vestido de Stº António com o “menino” D. Luís I ao colo, enquanto Serpa Pimentel (Ministro da Fazenda) sacava o dinheiro do Zé que permanecia boquiaberto a coçar a cabeça vestido com um fato rural gasto e roto. Ao lado, o comandante da Guarda Municipal, observa de chicote na mão, para prevenir uma eventual resistência».

Passados mais de 120 anos nem sequer se pense que as coisas mudaram muito significativamente. Os impostos continuam a aumentar (e as contrapartidas sociais do Estado a diminuirem). Consta que o trabalho desenvolvido até meados de Maio vai para os impostos (vidé Dia da Libertação dos Impostos – estudo da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa). e que só a partir daí as pessoas trabalham para si. E nem sequer se admirem que mais do que o primeiro terço do ano seja para o Estado e só depois é que se trabalha para nós. É que também cada vez mais se paga os impostos adiantadamente!

É o PEC (pagamento especial por conta) que muitas vezes nem dá para deduzir ou reembolsar, é agora o IVA na construção civil (com os espanhóis a esfregar os olhos de admiração e a rirem-se de contentamento!…). O Estado arrecada e só depois (quando?) reembolsa…

E já o próprio Rafael Bordalo Pinheiro dizia «O Zé Povinho olha para um lado e para o outro e… fica como sempre… na mesma».
 

O Zé Povinho tem 122 anos ou é figura do presente?

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O Zé Povinho é uma personagem de crítica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro.

E hoje faz anos. Pois é verdade. Apareceu pela primeira vez a 12 de Junho de 1875, no 5º exemplar d’A Lanterna Mágica « num desenho alusivo aos impostos onde representa Fontes Pereira de Melo vestido de Stº António com o “menino” D. Luís I ao colo, enquanto Serpa Pimentel (Ministro da Fazenda) sacava o dinheiro do Zé que permanecia boquiaberto a coçar a cabeça vestido com um fato rural gasto e roto. Ao lado, o comandante da Guarda Municipal, observa de chicote na mão, para prevenir uma eventual resistência».

Passados mais de 120 anos nem sequer se pense que as coisas mudaram muito significativamente. Os impostos continuam a aumentar (e as contrapartidas sociais do Estado a diminuirem). Consta que o trabalho desenvolvido até meados de Maio vai para os impostos (vidé Dia da Libertação dos Impostos – estudo da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa). e que só a partir daí as pessoas trabalham para si. E nem sequer se admirem que mais do que o primeiro terço do ano seja para o Estado e só depois é que se trabalha para nós. É que também cada vez mais se paga os impostos adiantadamente!

É o PEC (pagamento especial por conta) que muitas vezes nem dá para deduzir ou reembolsar, é agora o IVA na construção civil (com os espanhóis a esfregar os olhos de admiração e a rirem-se de contentamento!…). O Estado arrecada e só depois (quando?) reembolsa…

E já o próprio Rafael Bordalo Pinheiro dizia «O Zé Povinho olha para um lado e para o outro e… fica como sempre… na mesma».
 

Torna un pensier d’amore / Torna um pensar de amor – Sandro Penna

Filed under: poesia,Sandro Penna — looking4good @ 12:55 pm

Torna un pensier d’amore
nel cuore stanco, come
nel tramonto invernale
ritorna contro il sole
il fanciullo alla casa.

Em português

Torna um pensar de amor
ao seio exausto, como
no entardecer de inverno
regressa contra o sol
o jovem a casa

Trad. Jorge de Sena

Sandro Penna (n. em Perugia a 12 Jun 1906; m. 21 Jan 1977)

in Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio Alvim

 

Torna un pensier d’amore / Torna um pensar de amor – Sandro Penna

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Torna un pensier d’amore
nel cuore stanco, come
nel tramonto invernale
ritorna contro il sole
il fanciullo alla casa.

Em português

Torna um pensar de amor
ao seio exausto, como
no entardecer de inverno
regressa contra o sol
o jovem a casa

Trad. Jorge de Sena

Sandro Penna (n. em Perugia a 12 Jun 1906; m. 21 Jan 1977)

in Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio Alvim

 

Torna un pensier d’amore / Torna um pensar de amor – Sandro Penna

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Torna un pensier d’amore
nel cuore stanco, come
nel tramonto invernale
ritorna contro il sole
il fanciullo alla casa.

Em português

Torna um pensar de amor
ao seio exausto, como
no entardecer de inverno
regressa contra o sol
o jovem a casa

Trad. Jorge de Sena

Sandro Penna (n. em Perugia a 12 Jun 1906; m. 21 Jan 1977)

in Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio Alvim

 

Torna un pensier d’amore / Torna um pensar de amor – Sandro Penna

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Torna un pensier d’amore
nel cuore stanco, come
nel tramonto invernale
ritorna contro il sole
il fanciullo alla casa.

Em português

Torna um pensar de amor
ao seio exausto, como
no entardecer de inverno
regressa contra o sol
o jovem a casa

Trad. Jorge de Sena

Sandro Penna (n. em Perugia a 12 Jun 1906; m. 21 Jan 1977)

in Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro, Assírio Alvim