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Ora expliquem lá isso melhor da OTA Junho 4, 2007

Filed under: Actualidade — looking4good @ 8:50 pm
Bem não quero fazer concorrencia com A Minha Matilde mas como hoje vamos ter na RTP1 mais um debate sobre o Aeroporto da OTA, nem de propósito, aproveitei o mail remetido por desculpe qualquer coisinha para esperar que o debate permita explicar porque

 

Ora expliquem lá isso melhor da OTA

Filed under: Actualidade — looking4good @ 8:50 pm
Bem não quero fazer concorrencia com A Minha Matilde mas como hoje vamos ter na RTP1 mais um debate sobre o Aeroporto da OTA, nem de propósito, aproveitei o mail remetido por desculpe qualquer coisinha para esperar que o debate permita explicar porque

 

Ora expliquem lá isso melhor da OTA

Filed under: Actualidade — looking4good @ 8:50 pm
Bem não quero fazer concorrencia com A Minha Matilde mas como hoje vamos ter na RTP1 mais um debate sobre o Aeroporto da OTA, nem de propósito, aproveitei o mail remetido por desculpe qualquer coisinha para esperar que o debate permita explicar porque

 

Relíquia – António Patrício

Filed under: António Patrício,poesia — looking4good @ 6:05 pm

Era de minha mãe: é um pobre xale,
Que tem p’ra mim uma carícia de asa.
Vou-lhe pedir ainda que me fale
da que ele agasalhou em nossa casa.

Na sua trama, já puída e lassa,
Deixo os meus dedos p’ra senti-la ainda;
E Ela vem, é Ela que me abraça,
Fala de coisas que a saudade alinda.

É a minha mãe mais perto, mais pertinho,
Que eu sinto quando toco o velho xale,
Que guarda não sei quê do seu carinho.

E quando a vida mais me dói, no escuro,
Sinto ao tocá-la como alguém que embale
E beije a minha sede de amor puro.

António Patrício (n. no Porto a 7 Mar 1878, m. em Macau a 4 Jun 1930)

 

Relíquia – António Patrício

Filed under: António Patrício,poesia — looking4good @ 6:05 pm

Era de minha mãe: é um pobre xale,
Que tem p’ra mim uma carícia de asa.
Vou-lhe pedir ainda que me fale
da que ele agasalhou em nossa casa.

Na sua trama, já puída e lassa,
Deixo os meus dedos p’ra senti-la ainda;
E Ela vem, é Ela que me abraça,
Fala de coisas que a saudade alinda.

É a minha mãe mais perto, mais pertinho,
Que eu sinto quando toco o velho xale,
Que guarda não sei quê do seu carinho.

E quando a vida mais me dói, no escuro,
Sinto ao tocá-la como alguém que embale
E beije a minha sede de amor puro.

António Patrício (n. no Porto a 7 Mar 1878, m. em Macau a 4 Jun 1930)

 

Relíquia – António Patrício

Filed under: António Patrício,poesia — looking4good @ 6:05 pm

Era de minha mãe: é um pobre xale,
Que tem p’ra mim uma carícia de asa.
Vou-lhe pedir ainda que me fale
da que ele agasalhou em nossa casa.

Na sua trama, já puída e lassa,
Deixo os meus dedos p’ra senti-la ainda;
E Ela vem, é Ela que me abraça,
Fala de coisas que a saudade alinda.

É a minha mãe mais perto, mais pertinho,
Que eu sinto quando toco o velho xale,
Que guarda não sei quê do seu carinho.

E quando a vida mais me dói, no escuro,
Sinto ao tocá-la como alguém que embale
E beije a minha sede de amor puro.

António Patrício (n. no Porto a 7 Mar 1878, m. em Macau a 4 Jun 1930)

 

A Diferença Que Há – Jorge de Sena

Filed under: Jorge de Sena,poesia — looking4good @ 8:18 am

A diferença que há entre os estudiosos e os poetas
É que aqueles passam a vida inteira com o nariz num assunto
A ver se conseguem decifrá-lo, e estes
Abrem o livro, lêem três páginas, farejam as restantes
(nem sequer todas) e sabem logo do assunto
o que os outros não conseguiram saber. Por isso é que
os estudiosos têm raiva dos poetas,
capazes de ler tudo sem ter lido nada
( e eles não leram nada tendo lido tudo).
O mal está em haver poetas que abusam do analfabetismo,

E desacreditam a gaya Scienza

Jorge Cândido de Sena (n. em Lisboa a 2 Nov 1919; m. em Santa Bárbara, Califórnia a 4 Jun 1978)
Ler neste blog do mesmo autor:
Amo-te muito meu amor
Como queiras amor
Glosa à chegada do Outono