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No Jardim em Penumbra – Ribeiro Couto Maio 30, 2007

Filed under: poesia,Ribeiro Couto — looking4good @ 8:28 pm
foto: Jardim silencioso

Na penumbra em que jaz o jardim silencioso
A tarde triste vai morrendo… desfalece…
Sobre a pedra de um banco um vulto doloroso
Vem sentar-se, isolado, e como que se esquece.

Deve ser um secreto, um delicado gozo
Permanecer assim, na hora em que a noite desce,
Anônimo, na paz do jardim silencioso,
Numa imobilidade extática de prece.

Em lugar tão propício à doçura das almas
Ele vem meditar muitas vezes, sozinho,
No mesmo banco, sob a carícia das palmas.

E uma só vez o vi chorar, um choro brando…
Fiquei a ouvir… Caíra a noite, de mansinho…
Uma voz de menina ao longe ia cantando.

Ruy Lopes Esteves Ribeiro de Almeida Couto (n. Santos, São Paulo a 12 Mar 1898; m. em Paris a 30 de Mai de 1963)

 

No Jardim em Penumbra – Ribeiro Couto

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foto: Jardim silencioso

Na penumbra em que jaz o jardim silencioso
A tarde triste vai morrendo… desfalece…
Sobre a pedra de um banco um vulto doloroso
Vem sentar-se, isolado, e como que se esquece.

Deve ser um secreto, um delicado gozo
Permanecer assim, na hora em que a noite desce,
Anônimo, na paz do jardim silencioso,
Numa imobilidade extática de prece.

Em lugar tão propício à doçura das almas
Ele vem meditar muitas vezes, sozinho,
No mesmo banco, sob a carícia das palmas.

E uma só vez o vi chorar, um choro brando…
Fiquei a ouvir… Caíra a noite, de mansinho…
Uma voz de menina ao longe ia cantando.

Ruy Lopes Esteves Ribeiro de Almeida Couto (n. Santos, São Paulo a 12 Mar 1898; m. em Paris a 30 de Mai de 1963)

 

No Jardim em Penumbra – Ribeiro Couto

Filed under: poesia,Ribeiro Couto — looking4good @ 8:28 pm
foto: Jardim silencioso

Na penumbra em que jaz o jardim silencioso
A tarde triste vai morrendo… desfalece…
Sobre a pedra de um banco um vulto doloroso
Vem sentar-se, isolado, e como que se esquece.

Deve ser um secreto, um delicado gozo
Permanecer assim, na hora em que a noite desce,
Anônimo, na paz do jardim silencioso,
Numa imobilidade extática de prece.

Em lugar tão propício à doçura das almas
Ele vem meditar muitas vezes, sozinho,
No mesmo banco, sob a carícia das palmas.

E uma só vez o vi chorar, um choro brando…
Fiquei a ouvir… Caíra a noite, de mansinho…
Uma voz de menina ao longe ia cantando.

Ruy Lopes Esteves Ribeiro de Almeida Couto (n. Santos, São Paulo a 12 Mar 1898; m. em Paris a 30 de Mai de 1963)

 

Que suspensão, que enleio …. – Sóror Violante do Céu

Filed under: poesia,Sóror Violante do Céu — looking4good @ 12:42 pm
foto: Cupido
Que suspensão, que enleio, que cuidado
É este meu, tirano deus Cupido?
Pois tirando-me enfim todo o sentido
Me deixa o sentimento duplicado.

Absorta no rigor de um duro fado,
Tanto de meus sentidos me divido,
Que tenho só de vida o bem sentido
E tenho já de morte o mal logrado.

Enlevo-me no dano que me ofende,
Suspendo-me na causa de meu pranto
Mas meu mal (ai de mim!) não se suspende.

Ó cesse, cesse, amor, tão raro encanto
Que para quem de ti não se defende
Basta menos rigor, não rigor tanto.

Sóror Violante do Céu (n. em Lisboa a 30 de Mai. 1607; m. em Lisboa a 28 de Jan. 1693)

 

On this day in History – May 30

Filed under: efemerides,This Day in History — looking4good @ 12:24 am
 

On this day in History – May 30

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