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Porto campeão Abril 22, 2006

Filed under: FC Porto,Penafiel — looking4good @ 8:23 pm
Penafiel 0 – 1 Porto
Apesar do domínio acentuado do Porto, uma boa exibição de Nuno Santos foi complicando a vida do Porto e o resultado ao intervalo era de 0-0 contabilizando os ferros da baliza do Penafiel duas bolas, uma num canto, outra num remate de McCarthy.

Só de penalty o Porto viria a marcar por Adriano, logo no recomeço da segunda parte.

O Penafiel praticamente nunca teve hipóteses de incomodar Helton, apesar de terem lutado com galhardia até ao apito final.

A faltar três minutos deu-se a invasão de campo dos adeptos do Porto e o jogo esteve interrompido largos minutos até se conseguirem criar as condições para o jogo retomar e terminar regularmente.

Ficha de Jogo:

Estádio 25 de Abril, em Penafiel

Árbitro: Augusto Duarte, de Braga

Penafiel: Nuno Santos; Pedro Moreira, Nuno Diogo, Weligton e Celso; Jorginho (Nilton, 79m), Barrionuevo (José Rui, 55m), Bruno Amaro e Sérgio Lomba; Juninho Petrolina e Diallo (Dill, 55m).

FC Porto: Helton; Bosingwa, Pepe e Pedro Emanuel; Paulo Assunção, Ibson e Raul Meireles; Alan (Lisandro, 82m), Adriano, McCarthy (Hugo Almeida, 62m) e Jorginho (Ivanildo, 70m).

Golos : 0-1 Adriano aos 46′ (pen)

Disciplina: Cartão amarelo a Pedro Moreira (19m), Nuno Diogo (45m) e Celso (64m)

 

On the Earth Day

Filed under: Dia — looking4good @ 4:06 pm
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This photograph is copyright free. Click on the photo to get better resolution
However the source was http://www.solarviews.com/
This photograph of Earth was taken in December 1972, by the crew of Apollo 17 while the spacecraft was traveling between the Earth and the Moon. We can see in orange-red the deserts of Africa and Saudi Arabia, stand in stark contrast to the deep blue of the oceans and the white of both clouds and snow-covered Antarctica.
 

Cartas Portuguesas – Soror Mariana Alcoforado

Filed under: Uncategorized — looking4good @ 3:23 pm
Considera, meu amor, a que ponto chegou a tua imprevidência. Desgraçado!, foste enganado e enganaste-me com falsas esperanças. Uma paixão de que esperaste tanto prazer não é agora mais que desespero mortal, só comparável à crueldade da ausência que o causa. Há-de então este afastamento, para o qual a minha dor, por mais subtil que seja, não encontrou nome bastante lamentável, privar-me para sempre de me debruçar nuns olhos onde já vi tanto amor, que despertavam em mim emoções que me enchiam de alegria, que bastavam para meu contentamento e valiam, enfim, tudo quanto há? Ai!, os meus estão privados da única luz que os alumiava, só lágrimas lhes restam, e chorar é o único uso que faço deles, desde que soube que te havias decidido a um afastamento tão insuportável que me matará em pouco tempo.

Parece-me, no entanto, que até ao sofrimento, de que és a única causa, já vou tendo afeição. Mal te vi a minha vida foi tua, e chego a ter prazer em sacrificar-ta. Mil vezes ao dia os meus suspiros vão ao teu encontro, procuram-te por toda a parte e, em troca de tanto desassossego, só me trazem sinais da minha má fortuna, que cruelmente não me consente qualquer engano e me diz a todo o momento: Cessa, pobre Mariana, cessa de te mortificar em vão, e de procurar um amante que não voltarás a ver, que atravessou mares para te fugir, que está em França rodeado de prazeres, que não pensa um só instante nas tuas mágoas, que dispensa todo este arrebatamento e nem sequer sabe agradecer-to. Mas não, não me resolvo, a pensar tão mal de ti e estou por demais empenhada em te justificar. Nem quero imaginar que me esqueceste. Não sou já bem desgraçada sem o tormento de falsas suspeitas? E porque hei-de eu procurar esquecer todo o desvelo com que me manifestavas o teu amor? Tão deslumbrada fiquei com os teus cuidados, que bem ingrata seria se não te quisesse com desvario igual ao que me levava a minha paixão, quando me davas provas da tua.

Como é possível que a lembrança de momentos tão belos se tenha tornado tão cruel? E que, contra a sua natureza, sirva agora só para me torturar o coração? Ai!, a tua última carta reduziu-o a um estado bem singular: bateu de tal forma que parecia querer fugir-me para te ir procurar. Fiquei tão prostrada de comoção que durante mais de três horas todos os meus sentidos me abandonaram: recusava uma vida que tenho de perder por ti, já que para ti a não posso guardar. Enfim, voltei, contra vontade, a ver a luz: agradava-me sentir que morria de amor, e, além do mais, era um alívio não voltar a ser posta em frente do meu coração despedaçado pela dor da tua ausência.

Depois deste acidente tenho padecido muito, mas como poderei deixar de sofrer enquanto não te vir? Suporto contudo o meu mal sem me queixar, porque me vem de ti. É então isto que me dás em troca de tanto amor? Mas não importa, estou resolvida a adorar-te toda a vida e a não ver seja quem for, e asseguro-te que seria melhor para ti não amares mais ninguém. Poderias contentar te com uma paixão menos ardente que a minha? Talvez encontrasses mais beleza (houve um tempo, no entanto, em que me dizias que eu era muito bonita), mas não encontrarias nunca tanto amor, e tudo o mais não é nada.

Não enchas as tuas cartas de coisas inúteis, nem me voltes a pedir que me lembre de ti. Eu não te posso esquecer, e não esqueço também a esperança que me deste de vires passar algum tempo comigo. Ai!, porque não queres passar a vida inteira ao pé de mim? Se me fosse possível sair deste malfadado convento, não esperaria em Portugal pelo cumprimento da tua promessa: iria eu, sem guardar nenhuma conveniência, procurar-te, e seguir te, e amar-te em toda a parte. Não me atrevo a acreditar que isso possa acontecer; tal esperança por certo me daria algum consolo, mas não quero alimentá-la, pois só à minha dor me devo entregar. Porém, quando meu irmão me permitiu que te escrevesse, confesso que surpreendi em mim um alvoroço de alegria, que suspendeu por momentos o desespero em que vivo. Suplico-te que me digas porque teimaste em me desvairar assim, sabendo, como sabias, que terminavas por me abandonar? Porque te empenhaste tanto em me desgraçar? Porque não me deixaste em sossego no meu convento? Em que é que te ofendi? Mas perdoa-me; não te culpo de nada. Não me encontro em estado de pensar em vingança, e acuso somente o rigor do meu destino. Ao separar-nos, julgo que nos fez o mais temível dos males, embora não possa afastar o meu coração do teu; o amor, bem mais forte, uniu-os para toda a vida. E tu, se tens algum interesse por mim, escreve-me amiúde. Bem mereço o cuidado de me falares do teu coração e da tua vida; e sobretudo vem ver-me.

Adeus. Não posso separar-me deste papel que irá ter às tuas mãos. Quem me dera a mesma sorte! Ai, que loucura a minha! Sei bem que isso não é possível! Adeus; não posso mais. Adeus. Ama-me sempre, e faz-me sofrer mais ainda.

Soror Mariana Alcoforado (n. Beja 22 Abr 1640, m. Beja 28 Jul 1723)
Ver Mariana Alcoforado e o “Amor Português” na ficção actual da lingua inglesa por Luísa Alves

 

On this day in History – Apr. 22

Filed under: Uncategorized — looking4good @ 1:57 pm
 

On this day in History – Apr. 22

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