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Taça de Portugal – Oitavos de final Janeiro 26, 2005

Filed under: Uncategorized — looking4good @ 11:32 pm
(…continuação da crónica do Benfica-Sporting)

Melhor jogador em campo: elegemos Liedson, foi sempre um quebra-cabeças para a defesa encarnada, sempre em movimento, boa tecnica, um perigo constante.

Marcha dos penalties : 1-0 Petit ; 1-1 Rochemback ; 2-1 Manuel Fernandes; 2-2 Rodrigo Tello;

3-2 Dos Santos ; 3-3 Liedson ; 4-3 Nuno Gomes; 4-4 Polga ; 5-4 Simão Sabrosa; 5-5 Sá Pinto

(ninguém falhou) ; continuação dos penalties : 6-5 Carlitos ; 6-6 João Moutinho ; 7 -6 Alcides ;

Miguel Garcia atirou à barra!

Outros resultados dos Oitavos de Final:

Nacional 3 -4 Boavista (após prolongtº.)

Est. Amadora 1-0 Penafiel

Oliv. Hospital 0-1 Sp. Braga
Pinhalnovense 1-2 Belenenses
Académica 1-2 Marítimo
V. Setúbal 3-1 V. Guimarães
Beira Mar esteve isento
 

Sensacional jogo !!! Espectacular.

Filed under: Uncategorized — looking4good @ 10:44 pm
Benfica 3 – 3 Sporting (após prolongamento)

Benfica 7 – 6 Sporting (penalties)

Jogo sensacional! Primeira parte golos quase sem oportunidades. Segunda parte oportunidades sem golos. No prolongamento as equipas equivaleram-se mas o Sporting esteve em vantagem que não conservou. Nos penalties ninguém falhava, mas alguém tinha de falhar …a eliminatória tinha de se decidir. Miguel Garcia não teve sorte atirou à barra. O Benfica passa aos quartos de final.

Marcha do marcador:
0-1 Com 3′ falta de Enakarhire sobre Nuno Gomes, livre de Simão Sabrosa ao poste a bola percorre a linha de golo e Giovanni dá o toque final.
1 -1 aos 13′ Livre contra o Benfica ainda longe, toque curto para remate de Hugo Viana, a bola passa pela barreira já desfeita e Quim é batido.
1-2 aos 16′ Jogada colectiva do Sporting a bola é metida para a desmarcação de Liedson (pareceu-nos em fora de jogo) recebe e remata para o fundo da baliza.
2-2 livre de longe por Petit, remate forte defesa incompleta de Tiago e Giovanni outra vez agora de cabeça a recarregar e a estabelecer o empate aos 22′.
2-3 Já na segunda parte do prolongamento (109′) Paíto recupera a bola a Carlitos, entra pela esquerda no meio campo do Benfica adianta a João Pereira que não faz falta porque já estava amarelado, encara Luisão de frente, faz-lhe um túnel e já em plena área remata cruzado batendo Quim. Um grande golo , um golo feito por um único jogador!
3-3 A 4′ do fim Carlitos passa a bola para Simão Sabrosa solto mas ainda longe da baliza, este recebe olha para a baliza e dispara fazendo um grande golo e repondo a esperança nos benfiquistas.

Numa noite de emoções fortes, o Sporting na primeira parte esteve em grande nível e não se perturbou com a vantagem do Benfica logo aos 3′. Desenvolvendo o seu futebol de boa circulação de bola o Sporting superiorizou-se aos encarnados, dispondo mais de posse de bola, com os encarnados a não conseguirem pressionar convenientemente o homem da bola. No entanto, as oportunidades escassearam e foram de bola parada que os golos, quase todos, surgiram. Um 2-2 ao intervalo. As equipas viram-se obrigadas a fazerem cada uma delas uma substituição por lesões. Ricardo Rocha por Alcides no Benfica e Custódiio por João Moutinho no Sporting.

Na segunda parte nos primeiros vinte minutos o jogo foi bastante diferente com o Benfica mais rápido sobre a bola a pressionar e a tomar mais iniciativa. Logo nos primeiros segundos Nuno Gomes teve uma boa oportunidade que desperdiçou. O Sporting teve aos 57′ um grande remate de livre de Rochemback à barra e para uma defesa de Quim, na recarga.Disfrutou o Benfica de duas oportunidades quase consecutivas com Giovanni e depois Nuno Gomes a surgirem isolados mas a rematarem ao lado e para defesa de Tiago, respectivamente. Depois a partir de metade da 2ª.parte o Sporting repôs o equilíbrio e teve na parte final uma série de pontapés de canto que causavam perigo na baliza encarnada. O Benfica fizera sair Bruno Aguiar para a entrada de Fyssas, adiantando-se Dos Santos e no Sporting já entrara Miguel Garcia.

No prolongamento com a entrada de Carlitos para o lugar de Giovanni o Benfica esgotou as substituções; o cariz de jogo não se alterou. Hugo Viana viu o vermelho aos 11′ do prolongamento por suposta agressão a João Pereira, mas o gesto do jogador sportinguista não foi merecedor de cartão vermelho. O Benfica esteve perto de fazer o 3-2 numa incorporação atacante de Fyssas e assistência de Nuno Gomes para a esquerda para Simão que deixou a bola para o aparecimento de Carlitos que rematou à barra para depois a bola ainda bater no poste!(97′); O Sporting conseguiu gerir bem a situação de inferioridade, o treinador reservava a 3ª substituição para a entrada de Ricardo para a decisão dos penalties, mas o golo de Paíto fez o treinador do Sporting substituir Pedro Barbosa já em sub- rendimento físico para a entrada de Tello. O golo de Simão Sabrosa já quando não se esperava obrigou à decisão dos penalties (e já sem poder entrar Ricardo).

A arbitragem num jogo tão intenso não podia estar isenta de erros. Anotámos vários como um critério disciplinar que não foi muito coerente. Mostrou o amarelo a Bruno Aguiar numa jogada perigosa de Liedson (os leões pretendiam vermelho); o primeiro amarelo foi para M. Fernandes num lance em que nem falta pareceu. O 2º golo de Liedson pareceu-nos irregular (off-side). Hugo Viana não mereceu a expulsão. Numa confusão entre Luisão e Pedro Barbosa com empurrões mútuos decidiu mostrar o amarelo a Luisão, perdoando-o a P. Barbosa (que já tinha um). Miguel Garcia teve uma entrada sobre Dos Santos no limiar do vermelho. Trocou um pontapé de baliza favorável ao Benfica por um canto contra. E no controlo do tempo, no prolongamento não só não deu descontos (e houve dois golos! e uma substituição!) como ainda acabou o jogo antes de expirado o tempo normal.
(continue a ler …)
 

Saudades trágico – marítimas

Filed under: Uncategorized — looking4good @ 9:40 am

Chora no ritmo do meu sangue, o Mar.

Na praia, de bruços,

fico sonhando, fico-me escutando

o que em mim sonha e lembra e chora alguém;

e oiço nesta alma minha

um longínquo rumor de ladainha,

e soluços,

de além…

Chora no ritmo do meu sangue, o Mar.

São meus Avós rezando,

que andaram navegando e que se foram,

olhando todos os céus;

são eles que em mim choram

seu fundo e longo adeus,

e rezam na ânsia crua dos naufrágios;

choram de longe em mim, e eu oiço-os bem,

choram ao longe em mim sinas, presságios,

de além, de além…

Chora no ritmo do meu sangue, o Mar.

Naufraguei cem vezes já…

Uma, foi na nau S. Bento,

e vi morrer, no trágico tormento,

Dona Leonor de Sá:

vi-a nua, na praia áspera e feia,

com os olhos implorando

– olhos de esposa e mãe –

e vi-a, seus cabelos desatando,

cavar a sua cova e enterrar-se na areia.

– E sozinho me fui pela praia além…

Chora no ritmo do meu sangue, o Mar.

Escuto em mim, – oiço a grita

da rude gente aflita:

– Senhor Deus, misericórdia!

– Virgem Mãe, misericórdia!

Doidos de fome e de terror varados,

gritamos nossos pecados,

e sai de cada boca rouca e louca

a confissão!

– Senhor Deus, misericórdia!

– Misericórdia, Virgem Mãe!

e o vento geme

no bulcão

sem astros;

anoitecemos sem leme,

amanhecemos sem mastros!

E o mar e o céu, sem fim, além…

Chora no ritmo do meu sangue, o Mar.

Ah! Deus por certo conhece

minha voz que se ergue, branca e sozinha,

– flor de angústia a subir aos céus varados

p’la dor da ladainha!

Transido, o clamor da prece

do mesmo sangue nos veio

Deus conhece os meus olhos alongados;

onde o mar e o céu deixaram

um pouco de vago anseio

nesse mistério longo do seu halo…

Rezam em mim os outros que rezaram,

e choraram também;

há um pranto português, e eu sei chorá-lo

com lágrimas de além…

Chora no ritmo do meu sangue, o Mar.

Ó meu amor, repara

nos meus olhos, na sua mágoa clara!

Ainda é de além

o meu olhar de amor

e o meu beijo também.

Se sou triste, é de outrora a minha pena,

de longe a minha dor

e a minha ansiedade.

Vês como te amo, vês?

Meu sangue é português,

minha pele é morena,

minha graça a Saudade,

meus olhos longos de escutar sem fim

o além, em mim…

Chora no ritmo do meu sangue, o Mar

In Ilhas de Bruma.

Afonso Lopes Vieira

 

O cão – Afonso Lopes Vieira

Filed under: Uncategorized — looking4good @ 7:50 am

O cão

Que faz ão, ão

É bom amigo como os que o são!

É bom amigo, bom companheiro,

É valente, fiel, verdadeiro,

Leal, serviçal,

E tem bom coração

Que o diga o seu dono, se ele o tem ou não!

Quem vem de fora, a gente

E chega a casa, é o cão

Quem diz primeiro, todo prazenteiro,

Saltando e rindo

Contente,

E com olhos a brilhar de amor:

– “Ora seja bem vindo

O meu senhor”

O cão

Que faz ão, ão

É bom amigo como os que o são!

 

On this day in History – Jan. 26

Filed under: Uncategorized — looking4good @ 1:14 am
 

On this day in History – Jan. 26

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