Violetas imagem daquiFui das mais,
Diferente.
Então, tristes, meus pais
Sentiram, certamente,
Em mim, como um castigo!
Noite e dia eu sonhava…
E era sempre comigo!
Depois, fugindo à gente
Eu procurava as flores,
Em todas encontrando
Jeito grácil e brando
De brinquedos e amores…
As violetas sombrias
Dos bosques de Cabanas
Essas, sim! Entendias
E julgava-as humanas!…
In Livro “Estrela Morta”
Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello (n. Porto em 6 de Setembro de 1904 – m. Porto, 5 de Março de 1984).
Ler do mesmo autor, neste blog:
Uma ansia de nudez
Povo que lavas no rio
Fado
Não choreis os mortos
Revelação



