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Julho 18, 2008

Filed under: Conde de Monsaraz,poesia — looking4good @ 2:13 am
foto: Vista de Monsaraz
No monte, o lavrador, cansado da labuta
Do dia que passou, monótono, uniforme
São oito horas, ceou, recolheu-se e já dorme,
Feliz por ver medrar as terras que desfruta.

A lavradora, não; activa e resoluta,
Moireja até mais tarde e descansa conforme
A faina lho consente e a barafunda enorme
De homens e de animais que em derredor se escuta

Mas a filha, que tem vinte anos e que sente,
Nas solidões da herdade, a alma descontente
E o sangue a referver num sonho tresloucado,

Encosta-se à janela; ouvem-se as rãs e os grilos;
E os olhos de azeviche, ardentes e tranquilos,
Ficam-se horas a olhar as sombras do montado…

Conde de Monsaraz (António de Macedo Papança, n. Reguengos, 18 Jul 1852; m. Lisboa a 17 Jul 1913)

Ler do mesmo autor: Os Bois; Moças de Bencatel

 

Julho 18, 2008

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foto: Vista de Monsaraz
No monte, o lavrador, cansado da labuta
Do dia que passou, monótono, uniforme
São oito horas, ceou, recolheu-se e já dorme,
Feliz por ver medrar as terras que desfruta.

A lavradora, não; activa e resoluta,
Moireja até mais tarde e descansa conforme
A faina lho consente e a barafunda enorme
De homens e de animais que em derredor se escuta

Mas a filha, que tem vinte anos e que sente,
Nas solidões da herdade, a alma descontente
E o sangue a referver num sonho tresloucado,

Encosta-se à janela; ouvem-se as rãs e os grilos;
E os olhos de azeviche, ardentes e tranquilos,
Ficam-se horas a olhar as sombras do montado…

Conde de Monsaraz (António de Macedo Papança, n. Reguengos, 18 Jul 1852; m. Lisboa a 17 Jul 1913)

Ler do mesmo autor: Os Bois; Moças de Bencatel

 

Julho 18, 2008

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foto: Vista de Monsaraz
No monte, o lavrador, cansado da labuta
Do dia que passou, monótono, uniforme
São oito horas, ceou, recolheu-se e já dorme,
Feliz por ver medrar as terras que desfruta.

A lavradora, não; activa e resoluta,
Moireja até mais tarde e descansa conforme
A faina lho consente e a barafunda enorme
De homens e de animais que em derredor se escuta

Mas a filha, que tem vinte anos e que sente,
Nas solidões da herdade, a alma descontente
E o sangue a referver num sonho tresloucado,

Encosta-se à janela; ouvem-se as rãs e os grilos;
E os olhos de azeviche, ardentes e tranquilos,
Ficam-se horas a olhar as sombras do montado…

Conde de Monsaraz (António de Macedo Papança, n. Reguengos, 18 Jul 1852; m. Lisboa a 17 Jul 1913)

Ler do mesmo autor: Os Bois; Moças de Bencatel

 

Julho 18, 2008

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foto: Vista de Monsaraz
No monte, o lavrador, cansado da labuta
Do dia que passou, monótono, uniforme
São oito horas, ceou, recolheu-se e já dorme,
Feliz por ver medrar as terras que desfruta.

A lavradora, não; activa e resoluta,
Moireja até mais tarde e descansa conforme
A faina lho consente e a barafunda enorme
De homens e de animais que em derredor se escuta

Mas a filha, que tem vinte anos e que sente,
Nas solidões da herdade, a alma descontente
E o sangue a referver num sonho tresloucado,

Encosta-se à janela; ouvem-se as rãs e os grilos;
E os olhos de azeviche, ardentes e tranquilos,
Ficam-se horas a olhar as sombras do montado…

Conde de Monsaraz (António de Macedo Papança, n. Reguengos, 18 Jul 1852; m. Lisboa a 17 Jul 1913)

Ler do mesmo autor: Os Bois; Moças de Bencatel

 

No Monte – Conde de Monsaraz Julho 18, 2007

Filed under: Conde de Monsaraz,poesia — looking4good @ 6:42 am
foto: Vista de Monsaraz
No monte, o lavrador, cansado da labuta
Do dia que passou, monótono, uniforme
São oito horas, ceou, recolheu-se e já dorme,
Feliz por ver medrar as terras que desfruta.

A lavradora, não; activa e resoluta,
Moireja até mais tarde e descansa conforme
A faina lho consente e a barafunda enorme
De homens e de animais que em derredor se escuta

Mas a filha, que tem vinte anos e que sente,
Nas solidões da herdade, a alma descontente
E o sangue a referver num sonho tresloucado,

Encosta-se à janela; ouvem-se as rãs e os grilos;
E os olhos de azeviche, ardentes e tranquilos,
Ficam-se horas a olhar as sombras do montado…

Conde de Monsaraz (António de Macedo Papança, n. Reguengos, 18 Jul 1852; m. Lisboa a 17 Jul 1913)

 

No Monte – Conde de Monsaraz Julho 18, 2007

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foto: Vista de Monsaraz
No monte, o lavrador, cansado da labuta
Do dia que passou, monótono, uniforme
São oito horas, ceou, recolheu-se e já dorme,
Feliz por ver medrar as terras que desfruta.

A lavradora, não; activa e resoluta,
Moireja até mais tarde e descansa conforme
A faina lho consente e a barafunda enorme
De homens e de animais que em derredor se escuta

Mas a filha, que tem vinte anos e que sente,
Nas solidões da herdade, a alma descontente
E o sangue a referver num sonho tresloucado,

Encosta-se à janela; ouvem-se as rãs e os grilos;
E os olhos de azeviche, ardentes e tranquilos,
Ficam-se horas a olhar as sombras do montado…

Conde de Monsaraz (António de Macedo Papança, n. Reguengos, 18 Jul 1852; m. Lisboa a 17 Jul 1913)

 

No Monte – Conde de Monsaraz Julho 18, 2007

Filed under: Conde de Monsaraz,poesia — looking4good @ 6:42 am
foto: Vista de Monsaraz
No monte, o lavrador, cansado da labuta
Do dia que passou, monótono, uniforme
São oito horas, ceou, recolheu-se e já dorme,
Feliz por ver medrar as terras que desfruta.

A lavradora, não; activa e resoluta,
Moireja até mais tarde e descansa conforme
A faina lho consente e a barafunda enorme
De homens e de animais que em derredor se escuta

Mas a filha, que tem vinte anos e que sente,
Nas solidões da herdade, a alma descontente
E o sangue a referver num sonho tresloucado,

Encosta-se à janela; ouvem-se as rãs e os grilos;
E os olhos de azeviche, ardentes e tranquilos,
Ficam-se horas a olhar as sombras do montado…

Conde de Monsaraz (António de Macedo Papança, n. Reguengos, 18 Jul 1852; m. Lisboa a 17 Jul 1913)

 

Os Bois – Conde de Monsaraz Julho 18, 2006

Filed under: Conde de Monsaraz,poesia — looking4good @ 12:31 pm

Na doce paz da tarde que declina
Após a faina sob um sol ardente,
Vão os bois recolhendo lentamente
Pelas vias desertas da campina.

Atravessam depois a cristalina
Ribeira e ao flébil som da água corrente
Bebem sedentos, demoradamente,
Numa sensual dureza que os domina.

Mas quando, fartos d’água, erguendo as frontes,
Os beiços escorrendo, olham os montes
E ouvem cantar ao alto os rouxinóis,

Eu fico-me a cismar, calado e triste,
Que um mundo de impressões, que uma alma existe
Nos olhos enigmáticos dos bois !

Conde de Monsaraz (António de Macedo Papança, n. Reguengos, 18 Jul 1852; m. Lisboa a 17 Jul 1913)
Em ” Musa Alentejana “

Ler também do mesmo autor:
Moças de Bencatel

 

 
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