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Fevereiro 25, 2009

Filed under: Cesário Verde,poesia — looking4good @ 1:02 am

Banco de Jardim by Pedro Meira imagem daqui

Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;

Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados,
Na sombra dos arbustos, que abraçados
Beijarão meigamente a tua trança.

Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más ideias,
Esquecendo p’ra sempre as nossas ceias,
E a loucura dos vinhos atrevidos.

Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão p’ra além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.

Outras vezes buscando distracção,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiros,
Formando unicamente um coração.

Beatos ou pagãos, vida à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavaleiro de Faublas…

José Joaquim Cesário Verde ( n. em Lisboa a 25 de Fev 1855; m. Lisboa, 19 Jul 1886).

Ler ainda do mesmo autor:
Arrojos
Lúbrica – Cesário Verde
CONTRARIEDADES – Cesário Verde
Ave – Maria – Cesário Verde
Vaidosa
De Tarde

 

Fevereiro 25, 2009

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Banco de Jardim by Pedro Meira imagem daqui

Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;

Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados,
Na sombra dos arbustos, que abraçados
Beijarão meigamente a tua trança.

Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más ideias,
Esquecendo p’ra sempre as nossas ceias,
E a loucura dos vinhos atrevidos.

Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão p’ra além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.

Outras vezes buscando distracção,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiros,
Formando unicamente um coração.

Beatos ou pagãos, vida à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavaleiro de Faublas…

José Joaquim Cesário Verde ( n. em Lisboa a 25 de Fev 1855; m. Lisboa, 19 Jul 1886).

Ler ainda do mesmo autor:
Arrojos
Lúbrica – Cesário Verde
CONTRARIEDADES – Cesário Verde
Ave – Maria – Cesário Verde
Vaidosa
De Tarde

 

Fevereiro 25, 2009

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Banco de Jardim by Pedro Meira imagem daqui

Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;

Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados,
Na sombra dos arbustos, que abraçados
Beijarão meigamente a tua trança.

Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más ideias,
Esquecendo p’ra sempre as nossas ceias,
E a loucura dos vinhos atrevidos.

Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão p’ra além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.

Outras vezes buscando distracção,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiros,
Formando unicamente um coração.

Beatos ou pagãos, vida à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavaleiro de Faublas…

José Joaquim Cesário Verde ( n. em Lisboa a 25 de Fev 1855; m. Lisboa, 19 Jul 1886).

Ler ainda do mesmo autor:
Arrojos
Lúbrica – Cesário Verde
CONTRARIEDADES – Cesário Verde
Ave – Maria – Cesário Verde
Vaidosa
De Tarde

 

Passa hoje o 122º. aniversário da morte de Cesário Verde Julho 19, 2008

Filed under: Cesário Verde,poesia — looking4good @ 1:12 pm

«Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer»

Grande Cesário!

José Joaquim Cesário Verde ( n. em Lisboa a 25 de Fev 1855; m. Lisboa, 19 Jul 1886).

Ler do mesmo autor:
Arrojos
Lúbrica – Cesário Verde
CONTRARIEDADES – Cesário Verde
Ave – Maria – Cesário Verde
Eu e Ela – Cesário Verde
Vaidosa
De Tarde

Ver ainda Que associação estranha entre poesia e contabilidade

 

Passa hoje o 122º. aniversário da morte de Cesário Verde Julho 19, 2008

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«Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer»

Grande Cesário!

José Joaquim Cesário Verde ( n. em Lisboa a 25 de Fev 1855; m. Lisboa, 19 Jul 1886).

Ler do mesmo autor:
Arrojos
Lúbrica – Cesário Verde
CONTRARIEDADES – Cesário Verde
Ave – Maria – Cesário Verde
Eu e Ela – Cesário Verde
Vaidosa
De Tarde

Ver ainda Que associação estranha entre poesia e contabilidade

 

Passa hoje o 122º. aniversário da morte de Cesário Verde Julho 19, 2008

Filed under: Cesário Verde,poesia — looking4good @ 1:12 pm

«Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer»

Grande Cesário!

José Joaquim Cesário Verde ( n. em Lisboa a 25 de Fev 1855; m. Lisboa, 19 Jul 1886).

Ler do mesmo autor:
Arrojos
Lúbrica – Cesário Verde
CONTRARIEDADES – Cesário Verde
Ave – Maria – Cesário Verde
Eu e Ela – Cesário Verde
Vaidosa
De Tarde

Ver ainda Que associação estranha entre poesia e contabilidade

 

De Tarde – Cesário Verde Fevereiro 25, 2008

Filed under: Cesário Verde,poesia — looking4good @ 1:13 am

Campo de papoilas
Na passagem do 153º aniversário de Cesário Verde

Naquele pic-nic de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter historia nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico.
Foste colher, sem impostutras tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!

José Joaquim Cesário Verde ( n. em Lisboa a 25 de Fev 1855; m. Lisboa, 19 Jul 1886).

Ler ainda do mesmo autor:
Nothingandall: Lúbrica – Cesário Verde
Nothingandall: CONTRARIEDADES – Cesário Verde
Nothingandall: Ave – Maria – Cesário Verde
Nothingandall: Eu e Ela – Cesário Verde

 

De Tarde – Cesário Verde Fevereiro 25, 2008

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Campo de papoilas
Na passagem do 153º aniversário de Cesário Verde

Naquele pic-nic de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter historia nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico.
Foste colher, sem impostutras tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!

José Joaquim Cesário Verde ( n. em Lisboa a 25 de Fev 1855; m. Lisboa, 19 Jul 1886).

Ler ainda eo mesmo autor:
Nothingandall: Lúbrica – Cesário Verde
Nothingandall: CONTRARIEDADES – Cesário Verde
Nothingandall: Ave – Maria – Cesário Verde
Nothingandall: Eu e Ela – Cesário Verde

 

Que associação estranha há entre poesia e contabilidade? Novembro 6, 2007

Filed under: Cesário Verde,Fernando Pessoa,poesia — looking4good @ 7:16 am

Máquina de Calcular

Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, a 13 de Junho de 1888, e faleceu na mesma cidade, na Igreja dos Inglesinhos, em 30 de Novembro de 1935.

Fernando Pessoa disputa as opiniões quanto a ser o segundo maior poeta português, citado como tal com maior frequência, (já que Camões assume com destaque a preferência como sendo o maior!), com Cesário Verde. Autora recente de uma biografia deste poeta, Maria Filomena Mónica, considera que Cesário Verde «depois de Camões foi o maior poeta português. Cesário disse o que tinha a dizer, simplesmente, sem uma palavra a mais; ou a menos. Na sua poesia, está lá tudo e nada do que lá está pode ser retirado».

Mas a que propósito vem isto? Fernando Pessoa foi trabalhador do comércio: foi escriturário numa empresa de transitários na Baixa de Lisboa. E foi mesmo director da «Revista de Comércio e Contabilidade», cujo primeiro número saiu em Janeiro de 1929.

A relação escriturário, guarda-livros, contabilista e a poesia é em Pessoa bem vísível especialmente através da escrita de Bernardo Soares.

«A par do seu Livro do Desassossego – coleção de “impressões sem nexo, nem desejo de nexo” em que ele narra a sua “autobiografia sem factos”, a sua “história sem vida” –, compõe ainda o livro comercial do escritório em que trabalha, livro de números que também o acompanha durante toda a sua vida. E é esta, precisamente, a sua tragédia: ser naturalmente um sonhador e socialmente um contabilista; ser escritor e também, por força escrevente» (1)

«…Assim, Soares pode apenas identificar-se “em grande parte” – mas não inteiramente – com os sonhos que concebe e com a prosa que escreve. Em parte ele é prosa, em parte é números e cálculos. O cotidiano rasteiramente burguês que ele vai vivendo na Lisboa da década de 1930 constitui também, em larga medida a sua personalidade…»

ou ainda adiante «É, de resto, a ocupação rasteira de contabilista que o prende ao mundo real
e que faz dele um observador do espaço urbano tão lúcido quanto Cesário Verde
»

«É a imprescindível função de ajudante de guarda-livros que, surpreendentemente, lhe confere o potencial de escritor moderno, dividido entre o espetáculo dos sonhos que a sua própria alma lhe oferece como um “teatro íntimo” e aquele outro espetáculo, todo exterior, que lhe é dado pelo “dos sonhos que a sua própria alma lhe oferece como um “teatro íntimo” e aquele outro espetáculo, todo exterior, que lhe é dado pelo “colorido variadíssimo de Lisboa…», etc.

Não ouso concluir que se Fernando Pessoa não tivesse sido escriturário, empregado de escritório ou trabalhador de comércio não teria sido o grande poeta que foi e teria escrito o que escreveu mas a verdade é que uma pessoa na essência é o denominador comum de uma soma não linear de coisas (esta foi inventada agora por mim) e a verdade é que não é dificil encontrar a associação entre o guarda-livros e a sua poesia.

Pois o que é capaz de não saber é que Cesário Verde (nasceu em Lisboa a 25 de Fev. de 1855 e morreu jovem, tuberculoso em 18 Jul 1886) também exercia a profissão de contabilista numa loja de ferragens do pai ao lado do Terreiro do Paço. Aqui não é conhecida directamente a associação entre a sua poesia e a sua profissão. A não ser que a realidade contabilística o tenha levado à «supremacia do mundo externo, da materialidade dos objectos; impõe o real concreto à sua poesia que se deixa absorver pelas formas materiais e concretas».

É óbvia, sim, a ligação entre a sua poesia e a pintura. Este conceito de poesia-pintura está, aliás, bem presente em poemas como Cristalizações, O Sentimento Dum Ocidental, Manhãs Brumosas, e Contrariedades. Ler por ex. Impressões da cidade em palavras-pinceladas de uma poesia-pintura de Cesário Verde, se não bastasse o próprio autor que dizia «pintar quadros por letras e sinais».

Acho que a associação contabilidade – a escrita numérica, fria, objectiva da realidade empresarial (bem ultimamente… menos objectiva com o abandono crescente do valor histórico para dominancia do justo valor… mas enfim) – e a poesia em que os sentimentos e o sonho se transmitem através da combinação optima (e musical) de palavras, é uma complementaridade necessária ( e não uma tragédia como foi dito numa das citações acima).

A contabilidade traz o poeta à realidade e não permite que fique numa dimensão apenas transcendental que de exacerbada prática pode conduzir à alienação e loucura; por outro lado a poesia leva o guarda-livros / contabilista a outra dimensão, não normativa, sem códigos ou coimas, espiritual e livre!

(i) in Os desassossegos de Fernando Pessoa de Renata Soares Junqueira

 

Que associação estranha há entre poesia e contabilidade? Novembro 6, 2007

Filed under: Cesário Verde,Fernando Pessoa,poesia — looking4good @ 7:16 am

Máquina de Calcular

Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, a 13 de Junho de 1888, e faleceu na mesma cidade, na Igreja dos Inglesinhos, em 30 de Novembro de 1935.

Fernando Pessoa disputa as opiniões quanto a ser o segundo maior poeta português, citado como tal com maior frequência, (já que Camões assume com destaque a preferência como sendo o maior!), com Cesário Verde. Autora recente de uma biografia deste poeta, Maria Filomena Mónica, considera que Cesário Verde «depois de Camões foi o maior poeta português. Cesário disse o que tinha a dizer, simplesmente, sem uma palavra a mais; ou a menos. Na sua poesia, está lá tudo e nada do que lá está pode ser retirado».

Mas a que propósito vem isto? Fernando Pessoa foi trabalhador do comércio: foi escriturário numa empresa de transitários na Baixa de Lisboa. E foi mesmo director da «Revista de Comércio e Contabilidade», cujo primeiro número saiu em Janeiro de 1929.

A relação escriturário, guarda-livros, contabilista e a poesia é em Pessoa bem vísível especialmente através da escrita de Bernardo Soares.

«A par do seu Livro do Desassossego – coleção de “impressões sem nexo, nem desejo de nexo” em que ele narra a sua “autobiografia sem factos”, a sua “história sem vida” –, compõe ainda o livro comercial do escritório em que trabalha, livro de números que também o acompanha durante toda a sua vida. E é esta, precisamente, a sua tragédia: ser naturalmente um sonhador e socialmente um contabilista; ser escritor e também, por força escrevente» (1)

«…Assim, Soares pode apenas identificar-se “em grande parte” – mas não inteiramente – com os sonhos que concebe e com a prosa que escreve. Em parte ele é prosa, em parte é números e cálculos. O cotidiano rasteiramente burguês que ele vai vivendo na Lisboa da década de 1930 constitui também, em larga medida a sua personalidade…»

ou ainda adiante «É, de resto, a ocupação rasteira de contabilista que o prende ao mundo real
e que faz dele um observador do espaço urbano tão lúcido quanto Cesário Verde
»

«É a imprescindível função de ajudante de guarda-livros que, surpreendentemente, lhe confere o potencial de escritor moderno, dividido entre o espetáculo dos sonhos que a sua própria alma lhe oferece como um “teatro íntimo” e aquele outro espetáculo, todo exterior, que lhe é dado pelo “dos sonhos que a sua própria alma lhe oferece como um “teatro íntimo” e aquele outro espetáculo, todo exterior, que lhe é dado pelo “colorido variadíssimo de Lisboa…», etc.

Não ouso concluir que se Fernando Pessoa não tivesse sido escriturário, empregado de escritório ou trabalhador de comércio não teria sido o grande poeta que foi e teria escrito o que escreveu mas a verdade é que uma pessoa na essência é o denominador comum de uma soma não linear de coisas (esta foi inventada agora por mim) e a verdade é que não é dificil encontrar a associação entre o guarda-livros e a sua poesia.

Pois o que é capaz de não saber é que Cesário Verde (nasceu em Lisboa a 25 de Fev. de 1855 e morreu jovem, tuberculoso em 18 Jul 1886) também exercia a profissão de contabilista numa loja de ferragens do pai ao lado do Terreiro do Paço. Aqui não é conhecida directamente a associação entre a sua poesia e a sua profissão. A não ser que a realidade contabilística o tenha levado à «supremacia do mundo externo, da materialidade dos objectos; impõe o real concreto à sua poesia que se deixa absorver pelas formas materiais e concretas».

É óbvia, sim, a ligação entre a sua poesia e a pintura. Este conceito de poesia-pintura está, aliás, bem presente em poemas como Cristalizações, O Sentimento Dum Ocidental, Manhãs Brumosas, e Contrariedades. Ler por ex. Impressões da cidade em palavras-pinceladas de uma poesia-pintura de Cesário Verde, se não bastasse o próprio autor que dizia «pintar quadros por letras e sinais».

Acho que a associação contabilidade – a escrita numérica, fria, objectiva da realidade empresarial (bem ultimamente… menos objectiva com o abandono crescente do valor histórico para dominancia do justo valor… mas enfim) – e a poesia em que os sentimentos e o sonho se transmitem através da combinação optima (e musical) de palavras, é uma complementaridade necessária ( e não uma tragédia como foi dito numa das citações acima).

A contabilidade traz o poeta à realidade e não permite que fique numa dimensão apenas transcendental que de exacerbada prática pode conduzir à alienação e loucura; por outro lado a poesia leva o guarda-livros / contabilista a outra dimensão, não normativa, sem códigos ou coimas, espiritual e livre!

(i) in Os desassossegos de Fernando Pessoa de Renata Soares Junqueira

 

 
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